Projetos apresentações na Mostra de Produção Universitária, a partir de projetos realizados pelos bolsistas do subprojeto do Pibid/Furg Português:
1) DA TEORIA À PRÁTICA: AS (IN)CERTEZAS DA PRODUÇÃO TEXTUAL NA SALA
DE AULA
Autores*: DIAS, Julianne Brião (autora) - LOBATO, Alexandra (coautora)
Introdução
O presente trabalho visa relatar uma experiência de observação de uma aula de língua materna, a fim de analisar qual o espaço destinado à prática de escrita em sala de aula. à reflexão acerca de como são conduzidas as aulas de língua materna atualmente. Por meio da nossa participação no projeto PIBID de Língua Portuguesa e da oportunidade que nos foi dada para conhecermos algumas escolas, a fim de realizarmos um trabalho para a disciplina de Estudo do Texto, tivemos a oportunidade de vivenciar como se dá a prática de ensino de Língua Portuguesa, já que, durante o curso de Letras, refletimos sobre a necessidade de se aliar a teoria à prática de ensino e isso, sem dúvida, constitui-se num dos desafios para, nós, futuros professores.
Resultados e Discussões
As dificuldades são muitas, entre elas a insegurança e resistência dos alunos a escreverem. Um dos problemas é que temem “errar”, já que seu leitor/corretor é o professor. Leitura, reflexão, escrita e reescrita deveriam fazer parte do cotidiano da sala de aula. Quanto à proposta de reescrita, ela é o caminho para a reflexão, a autoavaliação e, consequentemente, a melhora incontestável do aluno no que se refere à produção de textos, além do incentivo à leitura de diferentes gêneros textuais.
Resultados Finais
Tanto a prática quanto a teoria são fundamentalmente importantes para um processo de ensino/aprendizagem adequado, mediado com comprometimento e conhecimento. É preciso enxergar que há aspectos positivos a serem considerados no processo de ensino/aprendizagem, pois, não raramente, somos surpreendidos por alunos capazes de nos encantarem com suas produções textuais.
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2) A FORMA COMO O TEXTO É UTILIZADO NA SALA DE AULA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
Autores*: VIEIRA,1Vinicius Cardoso (Autor) - Machado,Rosely Diniz da Silva (Orientadora)
Introdução
Este trabalho tem como objetivo relatar uma prática de ensino de Língua Portuguesa realizada numa escola da rede pública da cidade do Rio Grande, no ano de 2013. Trata-se de uma observação de uma aula dada aos alunos do 9º ano do ensino fundamental, antiga 8ª série, cuja proposta de uma produção textual foi acompanhada por nós, até então, alunos do primeiro ano do Curso de Letras da FURG. Com base nos pressupostos teóricos da Lingüística Textual, foram analisadas as produções dos alunos, com o intuito de observar a presença da escrita na sala de aula, bem como a condução do professor na aplicação da atividade proposta.
Resultados e Discussões
Tal atividade permitiu-nos analisar a competência linguística do estudante, ou seja, sua habilidade de produzir textos orais e escritos, quando expostos a diferentes possibilidades de dizer, a quem dizer, e como dizer; interagindo, assim, com o outro.
Resultados Finais
Ao lermos a escrita dos alunos, analisando a textualidade das suas produções, percebemos que os mesmos apresentam algumas dificuldades quanto à articulação entre as ideias, manutenção da coerência do texto. Essa experiência nos proporcionou observar a importância de se aliar teoria e prática, investir na nossa formação enquanto acadêmicos de Letras.
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3) O desenvolvimento textual na educação básica: conhecendo o trabalho docente de língua materna no ensino fundamental
Autores*: LIMA , Matheus Soares de BRIZOLA, Tatiane - MACHADO, Rosely Diniz da Silva (orientadora)
Introdução
O presente trabalho tem como finalidade mostrar como a prática da escrita tem ocorrido no âmbito escolar. Para tal objetivo, assistimos a duas aulas de Língua Portuguesa em uma determinada escola da cidade de Rio Grande, onde foi solicitado que os alunos escrevessem textos com base nos temas definidos pelos professores. Faremos aqui uma análise de duas produções textuais extraídas dessas aulas, visando analisar alguns fatores de textualidade que foram estudados durante a disciplina de Estudo do Texto I e I, no curso de Letras da FURG. Nossa reflexão é sobre o espaço destinado à escrita nas aulas de língua materna, sobretudo como tal prática é orientada. Aos acadêmicos em formação, é relevante a oportunidade de vivenciar o cotidiano da escola, a fim de compreender e aliar os estudos teóricos à prática efetiva.
Resultados e Discussões
Como resultado, obtemos a conclusão de que o ensino de Língua Portuguesa ainda está limitado ao ensino de gramática e regras ortográficas. O texto tem pouco espaço nas aulas, que costumam ser voltadas, quase que exclusivamente, questões gramaticais até mesmo quando se há contato com a escrita.
A realização deste trabalho revelou a importância de que o texto seja trabalhado não só nas aulas de Língua Portuguesa, uma vez que a manifestação da linguagem se faz presente pela necessidade que temos de interagir com o outro. Desse modo, pudemos perceber que toda forma de variedade linguística poderá ser encontrada na prática escrita, contextualizada e orientada. Leitura e escrita têm sido consideradas duas práticas que não competem entre si, mas se complementam de tal modo que sempre alguém irá escrever intencionando que outro alguém leia o seu texto. Então, na escola, temos um lugar privilegiado para fomentar, potencializar essas habilidades dos alunos.
Considerações Finais
Teoricamente, ensinar gramática constantemente aparenta ser a única forma de se aprender a língua materna. No entanto, o texto é o que realmente vai reunir tudo aquilo que a língua oferece, e irá acima de tudo gerar uma comunicação entre autor e leitor. Por isso a prática da produção textual se mostra importante e deveria ser trabalhada nas escolas, visto que quem lê potencializa sua informatividade, sempre terá algo a dizer sobre o que leu, interpretou. Se não há leitura, interpretação de textos em seus mais diversos gêneros, ou algum estímulo à análise crítica dos alunos frente ao que leram, fica uma lacuna no processo ensino/aprendizagem. Para que haja uma revolução na prática de ensino de Língua Portuguesa, é preciso que as escolas e os professores não mais insistam em explicar aquilo que os alunos já possuem de conhecimento, para que haja portanto , espaço para a leitura, escrita e discussão, como afirma Sírio Possenti (1996: 33).
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